Você sabe de quem é a culpa?
Displicência ou Desamor, quem vai pagar por isso?!
Alguns meninos brincavam de arremessar uma pequena bola de borracha com força, bem alto, pois queriam ver qual arremesso seria o mais alto, medindo a altura de cada quicar da pequena bola... Assim, tomavam distancia do terreno, distraindo-se com a bola naquela brincadeira. Ao se aproximarem de uma casa, cujo muro era muito alto, no portão dizia: “Cuidado Cães ferozes” e também no muro, havia outra placa de aviso, exatamente onde os meninos brincavam distraídos com a bolinha. Muitas pessoas passavam por ali e até se divertiam com a competição dos meninos. Até que, num arremesso muito forte, a bolinha quicou e caiu no quintal daquela casa, um dos meninos habilidoso em subir árvores, a escalou e pulou para o outro lado do muro a buscar a pequena bola. Não esperava quando foi violentamente estrangulado pelos cães furiosos, onde só se ouvia os gritos e latidos e depois nada mais se ouvia, que se não um barulho na consciência: Por quê? Por que não lhe avisei que não pulasse? Por que esses cães desgraçados não pararam de feri-lo ouvindo seus gritos? Por que os seus amigos que brincavam com ele, não o alertou do perigo que podia existir do outro lado do muro? Por que os proprietários dessa casa criam uns animais como esses? Por que, por que, por que?...
Na verdade os meninos estavam tão distraídos com a brincadeira e possivelmente não viram a placa e os adultos que já haviam visto a brincadeira e já haviam passado por ali, nem poderiam imaginar o ocorrido... Bem, mas e agora? De quem é a culpa?
Dos cães? Dos donos dos cães e proprietários da casa? Do menino que invadiu o quintal da casa? Dos outros meninos que também brincavam com ele? Ou será que a maior culpa é dos adultos que por ali passavam e se distraiam juntamente com a diversão deles?
Vamos atentar para alguns detalhes: Os proprietários não estavam em casa, portanto não são os culpados. Os cães não pularam o muro, mas cumpriram o ofício de guardiões da casa, mesmo com toda a violência com que feriram o menino; não são culpados. Os meninos estavam distraídos com a brincadeira de criança, não são culpados. Os adultos que leram as placas de aviso e conheciam o perigo, mas que foram negligentes e se omitiram a alertar as crianças quanto a uma possível tragédia, caso houvesse uma invasão de território, esses sim, são os verdadeiros culpados.
Entenda, se você sabe onde mora o perigo e não dá um toque de alerta, um aconselhamento, um ensino, um aviso, um alarme, você é um dos maiores culpados pelas tragédias humanas, ainda que muitos estejam invadindo os espaços que não lhes permitiram a volta. Você dirá: Mas foram eles que escolheram! Mas, o que você fez para que suas escolhas fossem seguras e longe dos perigos da vida?
Quando vejo a história de Noé que se ocupou em alertar a humanidade durante 120 (cento e vinte) anos para escaparem do dilúvio, pois ainda que se recusassem a ouvi-lo, contudo, Noé não foi negligente, construiu a arca e salvou sua família e os animais da terra... Vejo hoje, o absurdo de muitos que não conseguem tirar um minuto do seu tempo para alertar, e prevenir alguém dos perigos da vida.
Se você já leu a placa de aviso, sabe do perigo que está do outro lado do muro. Sabe perfeitamente que se seus amigos ou alguém de sua família, não pode invadir os espaços dos satânicos cães vorazes, que querem a destruição humana. Precisa alertá-los que podem ter uma vida divertida sem correr riscos... Podem sorrir, sem drogas, podem dançar, brincar, namorar, dirigir, sem álcool e sem embriaguez; podem prosperar sem roubar; podem reivindicar seus direitos sem agressividade e violência. Enfim, livre-se da culpa da omissão, frieza e falta de amor pelas pessoas.
Que haja luz de Deus em você para revelar a todos um lugar seguro e de paz.
Shalom!
Pr. Aroaldo de Oliveira

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